Revolução no tratamento contra o câncer- um protocolo adotado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantan e o Hemocentro de Ribeirão Preto, está trazendo para a rede pública de saúde uma técnica considerada revolucionária no combate ao câncer.
A nova e revolucionária terapia trouxe esperança ao tratamento do câncer, garantindo remissão completa em vários casos.
Entre os 14 pacientes submetidos à técnica, 9 apresentaram resultados positivos, conforme apontam exames realizados antes e depois do procedimento.
Os resultados promissores, que em breve serão divulgados em revistas científicas, estão relacionados à terapia conhecida como CAR-T Cell.

Esse tratamento inovador, utiliza células de defesa do próprio corpo, modificadas em laboratório, para combater linfomas e leucemia.
Os resultados positivos reforçam a continuidade dos testes com esse modelo promissor, oferecendo uma perspectiva alentadora no cenário do tratamento do câncer.É um tratamento prescrito contra três tipos de câncer: leucemia linfóide aguda, linfoma não Hodgkin e mieloma. Vale, inclusive, para pacientes que não respondem à quimioterapia, radioterapia e ao transplante de medula.

A terapia já é aprovada nos EUA e está sendo considerada um marco no combate ao câncer, trazendo a possibilidade de estarmos próximos de ver a ciência vencer o câncer, após anos de estudos.
SAIBA COMO FUNCIONA
Primeiro é feita a coleta de sangue do paciente para obter as células de defesa – os linfócitos T, ou células T; Elas são enviadas a um laboratório e passam por uma modificação genética para poder identificar as células cancerígenas; Chamadas agora de células CAR-T, elas são devolvidas para o paciente por uma infusão; No corpo do paciente, as novas células se multiplicam e começam a eliminar o câncer.
No Brasil, é possível fazer o tratamento por dois caminhos. Um ao enviar as células para laboratórios, nos Estados Unidos e na Europa, que custa, pelo menos, R$ 2 milhões.
Outra opção é participar de estudos clínicos do Hospital Albert Einstein ou do Hemocentro de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
BLOGDAMARIAFERNANDES