A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, nesta quinta-feira (23), a campanha Integrada ao ‘Janeiro Roxo’, mês de combate e conscientização sobre o diagnóstico precoce da hanseníase.
A campanha foi lançada no auditório da UNDB, no bairro Renascença, em São Luís, durante o Seminário Estadual “Conexões pela saúde: Maranhão na luta contra a hanseníase de janeiro a janeiro”.

As atividades da campanha se estenderão até o dia 31 deste mês.

O movimento ‘Janeiro Roxo’ tem como objetivo informar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que pode evitar complicações graves e promover uma vida plena para os pacientes.
O diagnóstico precoce é essencial, pois, quando a hanseníase é identificada em sua fase inicial, as chances de cura são muito maiores, e as sequelas podem ser minimizadas ou até mesmo evitadas.
Segundo a SES, o tratamento completo da hanseníase – está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo, ainda, a busca ativa de novos casos e o enfrentamento dos estigmas associados à doença.
O QUE É A HANSENÍASE

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae.
Sem diagnóstico e tratamento precoces, pode causar deficiências físicas permanentes e exclusão social.
Sinais e sintomas comuns: Manchas (brancas, avermelhadas ou marrons) com alteração na sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque. Espessamento de nervos periféricos, causando alterações motoras ou autonômicas.
Áreas com redução de pelos e suor. Formigamento, fisgadas e diminuição de força muscular (principalmente nas extremidades).Nódulos dolorosos em casos mais graves.


TRANSMISSÃO DA HANSENÍASE
Hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores (espirro, tosse ou fala), geralmente após contato prolongado com pacientes não tratados na forma contagiosa (multibacilar). Objetos pessoais não transmitem a doença.
DIAGNÓSTICO É TRATAMENTO
O diagnóstico é clínico, com exames dermatológicos e neurológicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito com poliquimioterapia (rifampicina, dapsona e clofazimina).

O tratamento dura de seis a doze meses, dependendo da forma clínica, e interrompe a transmissão nos primeiros dias de uso.
⚠ Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-MA), em 2023, o Maranhão apresentou uma taxa de detecção de 44,8 casos por 100 mil habitantes na população geral e de 9,4 casos por 100 mil habitantes na população menor de 15 anos.
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